A Crise Econômica Global e a Economia Informal

Avaliação do Impacto da Crise Econômica Global sobre a Economia Informal

“A recessão atingiu o mundo inteiro. Aonde quer que vamos, todos estão falando sobre ela e todos os negócios são afetados por ela. A recessão é como uma doença. Como podem, então, estes trabalhadores não serem afetados por ela?” Manali Shah, Associação das Mulheres Autônomas (SEWA – Self Employed Women’s Association), India

O início do Projeto Cidades Inclusivas coincidiu com o começo da crise econômica mundial. A análise do impacto da crise sobre a economia informal esteve flagrantemente ausente. Muitos argumentaram que a economia informal estava agindo como uma rede de proteção ou “amortecedor” para aqueles que perderam seus empregos na economia formal, mas não tinham qualquer evidência na qual pudessem basear estas alegações. Os parceiros do Cidade Inclusivas identificaram que uma rápida avaliação do impacto da crise sobre a economia informal era uma prioridade imediata de pesquisa. Trabalhando com esses parceiros, a WIEGO foi capaz de coordenar rapidamente e em diversos países um estudo no qual as realidades e preocupações dos trabalhadores foram articuladas não apenas em seus próprios países, mas também regionalmente e internacionalmente. Isto complementou o trabalho feito pela Associação de Mulheres Autônomas – SEWA, Self Employed Women’s Association – de avaliação do impacto da crise sobre seus membros.

Durante maio, junho e julho de 2009, entrevistas com indivíduos e grupos focais foram efetuadas com trabalhadores em domicílio, vendedores ambulantes e catadores de materiais recicláveis em dez cidades em desenvolvimento. Em inícios de 2010, os entrevistadores voltaram aos mesmos participantes e perguntaram a eles sobre as mudanças que haviam vivenciado.

Esta primeira rodada de pesquisa revelou que os trabalhadores e empreendimentos informais tinham sido afetados pela redução da demanda, crescente concorrência e flutuação de preços. Também revelou que os trabalhadores informais estavam sendo forçados ao sobretrabalho, a correr riscos adicionais e a cortar gastos (incluindo alimentos e cuidados com a saúde); ainda assim, viram sua renda declinar. Com base nas sugestões dos próprios trabalhadores, o relatório fez uma série de recomendações de políticas. Os resultados da primeira rodada foram reunidos em um relatório detalhado, um relatório resumido e um folheto informativo (em inglês):

A Crise Econômica Global e a Economia Informal:“Fatias Cada Vez Menores de uma Torta Que Vem se Encolhendo”

Horn, Zoe. 2009. A Crise Econômica Global e a Economia Informal: “Sem almofadas para amenizar o tombo”. (Sumário Executivo).

 

 

Este relatório foi citado pelo Secretário Geral da ONU (em inglês) Voices of the Vulnerable: The Economic Crisis from the Ground Up.

Apesar de alguns resultados positivos, a segunda rodada da pesquisa revelou uma lacuna na recuperação dos trabalhadores informais. Muitos dos entrevistados continuaram a enfrentar baixos níveis de vendas e pedidos. Os rendimentos subiram em termos absolutos para alguns trabalhadores, atingindo os níveis de meados de 2009, mas não voltaram aos níveis anteriores à crise e não acompanharam as taxas de aumento do custo de vida. Os resultados foram novamente reunidos em um relatório detalhado, um resumo do relatório e um folheto (em inglês).

Enfrentando a Crise: Recessão Persistente,Inflação Crescente, e a Força de Trabalho InformalHorn, Zoe. 2010. Enfrentando a Crise: Recessão Persistente,Inflação Crescente, e a Força de Trabalho Informal.

Sumário Executivo Ficha Técnica

 

 

Estes relatórios têm sido amplamente citados e apresentados em fóruns locais, nacionais e internacionais.