Mudanças Climáticas

Catadores de materiais recicláveis são trabalhadores na economia informal que recuperam materiais recicláveis dos resíduos. A OIT estima que entre 15 e 20 milhões de pessoas em todo o mundo vivem da reciclagem. Nos países em desenvolvimento, cerca de um por cento da força de trabalho urbana está engajada na reciclagem: coletando, recuperando, classificando, separando, limpando, prensando ou compactando e transformando resíduos em novos produtos.

Quando os catadores de materiais recicláveis contribuem para os sistemas de gestão de resíduos sólido, quantidades significativas de resíduos e de recicláveis são redirecionadas do fluxo de resíduos e a dependência de matérias primas virgens é reduzida. Em consequência disso, as emissões de CO2 são substancialmente reduzidas, o que ajuda a mitigar a mudança climática. A reciclagem reduz as emissões 25 vezes mais do que o faz a incineração, e os incineradores emitem mais CO2 por unidade de eletricidade do que as usinas de carvão produtoras de energia. Ainda assim, os catadores de materiais recicláveis em todo o mundo estão perdendo espaço devido à privatização da gestão de resíduos sólido e pelos sistemas de eliminação de resíduos, tais como incineradores e tecnologias de produção de energia a partir dos resíduos.

Em face de tais mudanças, os catadores de materiais recicláveis estão se organizando, negociando com suas prefeituras, e desenvolvendo modelos de gestão de resíduos. Modelos bem-sucedidos existem em vários países, incluindo a Argentina, o Brasil e a Índia. Devido a que os modelos inclusivos resultam em mais recursos recuperados, mais trabalho produtivo, melhores condições de trabalho e reduzem as emissões de gases de efeito estufa, os esforços para expandir e formalizar a atuação dos catadores de materiais recicláveis devem ser apoiados.

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